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Dos desencontros...

Tenho dificuldade de escrever alegrias, não sei porque, mas elas me deixam sem palavras. 
Uso aqueles clichês de sempre, oriundos dela, são tão bons quanto qualquer outra coisa para mim.
Porém, me sinto a vontade para falar de tristezas, decepções,chateações, desamores, traições (não só as amorosas tá? Parece que algumas pessoas não entendem, amizade é um relacionamento tão complexo quanto o amoroso.) por assim dizer, gosto de escrever sobre as dores das navalhas afiadas que cortam profundo na alma (pelo menos na minha).
Como diz o mestre Vinicius de Moraes "A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro" foi assim com esse moço, nos encontramos numa época turbulenta, acredito que para ambos, tentamos criar um vinculo, sem muita força de vontade, confesso, e prematuramente foi fadado ao fracasso, essa tentativa de sabe Deus o quê, queríamos a época (não era tão bem resolvida, para saber que amor é amor, romance é romance, e um lanche é uma lanche).
Então, nisto rolou nosso primeiro desencontro, passaram - se quase cinco anos até termos um novo encontro, graças as maravilhas da modernidade (redes sociais), e foi num papo despretensioso que nos reaproximamos, descobrimos coisas incomum, e eu pude perceber que aquele carinha meio assustado(ao menos assim me pareceu) que eu conheci, se tornou um cara super bacana, cativante, inteligente e com bom gosto musical (isso importa muito para mim).
Bom, já cansei de falar da minha sorte especial (azar no jogo, azar no amor e sorte no azar) eu estava aqui, quietinha, cuidando da minha vida, e BAM!
Percebi que estava interessada nele, não interesse normal de amigo, queria outro tipo de vinculo afetivo, sabe?
E a arte desgraçada do destino ou sorte (sei lá de quem foi a culpa mesmo!) me deu aquela pancada seca, o menino SUMIU!
E ai rolou nosso segundo desencontro...
Lamentavelmente ele ainda está sumido, desconfio com forças enormes, que ele trabalha para algum tipo de inteligencia, porque não é possível a pessoa sumir assim.
Eu tô preocupada, mas vou cuidar da bagunça em mim, e quem sabe a sorte, a vontade ou o destino faz a gente se encontrar de novo.






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