Sabe aquele dia em que você não sabe o que está mais bagunçado, se é sua cara, o guarda-roupas, seu cabelo, a estante de livros, a cabeça ou o tempo?
Pois
é, em dias assim a gente acha melhor nem sair da cama, mas a vida infelizmente
não espera nossos chiliques passarem e ainda assim temos que sair! Meter as
fuças e cumprir as responsabilidades.
E
nesses ditos dias horríveis e ruins, que ficamos mau humorados, reclamando da
vida e achando que só quem tem problemas somos nós, a vida acorda e lhe dá um
tapa na cara com luva de pelica, e lhe mostra fazendo coisas realmente ruins
acontecerem, para imploramos a Deus pelos pequenos horrores, como cair na rua,
cortar o dedo com papel, derrubar coisas em lojas, trocar o nome do namorado da
amiga, derrubar líquidos em desconhecidos, interromper alguém com um telefonema
em momento inapropriado.
Quando
essas mesmas coisas ruins acontecem, a gente descobre que pequenas gafes dão um
encanto ao nosso dia-a-dia.
Faz a gente dar valor a ter encontrado aquele amigo que não via muito tempo na rua, achar cinco reais perdido no bolso da calça, uma ligação, uma sms, um abraço, enfim, nos faz dar valor às pequenas felicidades que nós nos recusamos a enxergar, que de verdade deixamos passar, porque estamos muito ocupados achando o dia uma merda.
Faz a gente dar valor a ter encontrado aquele amigo que não via muito tempo na rua, achar cinco reais perdido no bolso da calça, uma ligação, uma sms, um abraço, enfim, nos faz dar valor às pequenas felicidades que nós nos recusamos a enxergar, que de verdade deixamos passar, porque estamos muito ocupados achando o dia uma merda.
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